08/12/2010

Prós & Contras












Segunda-feira, é obrigatório sentar e ver o “Prós e Contras”!

Seja qual for o tema, sei que vou gostar e sei que vou aprender algo. Sei também que vai ser um serão para aumentar a minha cultura geral e enriquecer-me como pessoa.

Os temas e os convidados escolhidos, a forma como é conduzido o programa, a linguagem simples que nos chega com tanta facilidade e lucidez, faz deste programa da RTP1, quanto a mim na minha modesta opinião, o melhor de todos os programas deste género.

É um programa transparente, com um objectivo sempre atingido.

Quanto mim, consegue “mexer” com o melhor de cada cidadão: sentimentos, cidadania, e senso comum.

Não posso deixar de salientar, que a presença marcante de Fátima Campos Ferreira, faz a diferença. Não só pela sua presença bem-disposta e sentido de intervenção. Como pelo seu bom humor. É sem duvida uma senhora de garra e de uma brilhante personalidade, com um exemplar profissionalismo e isenção.

Para terminar, quero apenas dizer que de todos os programas mais recentes, houve dois que me marcaram. Um pela parte sentimental (Tema: Testamento Vitae), o outro pelas experiências de vida que nos foram apresentadas pelos convidados (Tema: Cidadania, no dia 06-12-2010). Desde já um beijinho especial á Filipa!

Desejo que este programa continue por muitos mais anos, que nos transmita sempre algo, como até á data. E acima de tudo que continue a falar do nosso PORTUGAL, “doente” ou com saúde.

20/11/2010

Canudos...





















De que vale ter um canudo, se não conseguimos ver Braga?!

Imagino, as voltas que já deram a essa cabecinha menos pensadora… mas posso tentar explicar.

Sempre ouvi dizer que devia tirar um curso superior (ter um canudo); que era uma mais-valia; que não sei o quê que não sei que mais…

Se por um lado até concordo, por outro fico-me pelas dúvidas.

Ora vejamos: se há pessoas que exercem em pleno o curso, que põem em prática tudo que lhes foi ensinado e conseguem partilhar e ensinar esses mesmos ensinamentos a terceiros, e ainda vão mais á frente apreendendo e evoluindo; outras há que o curso ou o “canudo” só lhes serve para arranjar emprego. Tendo em conta que não sabem fazer o seu trabalho, ou não sabem fazer aquilo a que se propõe.

Por vezes menosprezam os ditos mais pequenos, ou porque são mais novos, ou porque não têm as ditas habilitações superiores, ou até porque lhe parece estranho ou mesmo alguém menos letrado ser inteligente.

Pois bem, mas com certeza que têm experiência profissional e algum tacto. Sim, porque em tudo na vida é preciso algum tacto, algum saber observar e saber contornar situações, e felizmente isso não se aprende nos livros ou nas grandes faculdades.

Admito que posso parecer um pouco tendenciosa, mas na verdade este texto nasce porque ao longo da vida fui-me deparando com estas situações de deitar a baixo o aparentemente mais fraco, quando na verdade sem ele o “senhor doutor”, o “senhor engenheiro”, o “senhor gerente”, a “senhora professora”, o “senhor advogado” não conseguem passar.

Moral da história, que se aproveitem os “canudos” para se poder ver mais longe, e os que não os têm, tenham pelo menos a noção do seu valor enquanto seres humanos e profissionais.

17/11/2010

Discriminação Religiosa















Discriminação Religiosa!

Até aquele que se diz agnóstico ou mesmo ateu, em algum momento da sua vida diz: “Graças a Deus” ou “Valha-me Deus”.

Mas … agora levanta-se uma questão: Quem é Deus?

Bem, pode e há mais de mil designações para Ele. Mas uma coisa é certa nunca ninguém o viu ou já?

Seja Deus Cristão, Allah , Jeová ou Protestante, somos livres para escolher aquele que melhor nos serve e o que melhor podemos servir. Somos livres para escolher e acreditar Naquele que mais feliz nos torna, e somos também livres de defender o Deus que melhor opera em nós, a capacidade de ajuda ao próximo.

Eu digo várias vezes , “SOMOS LIVRES”, porque considero ser a melhor e mais democrática forma de se acreditar em ALGO!

No entanto, há algo que me inquieta…

Se Deus se “adapta” a cada um de nós, de forma a O aceitarmos e partilharmos a nossa vida com Ele, porque é que nós Homens criamos guerras religiosas (ditas Guerras Santas, quanto a mim que me perdoe quem de direito, mas de santas nada têm), matamos e discriminamos só porque o Deus do vizinho não é do mesmo club que eu… (desculpem-me a expressão)!?

Teremos moral para poder discriminar?

Que tem o nosso Deus de melhor que o Deus do meu vizinho?

Pois bem, no minha humilde opinião, quando discriminamos, e seja lá qual for o tipo de discriminação, é porque consciente ou inconscientemente, nos consideramos mais fracos que o outro.

Ora vejamos: Se nos sentimos em alguns momentos mais fortes, (neste caso em relação à nossa crença), tentamos trazer a bem para junto de nós, quem acredita diferente. Argumentamos, para poder provar por A mais B que somos melhores.

Se nos sentimos menos que o outro, ESTUPIDAMENTE, ignoramos; discriminamos; somos cruéis com os outros, apenas e só para tentar (e mais uma vez estupidamente), não demonstrar a nossa falta de argumentos, a nossa falta de inteligência, a nossa falta de FÉ!.

12/11/2010

Pobreza e discriminação sociocultural


Diariamente somos confrontados com imagens tristes, de adultos e crianças que vivem para lá do limite que se pode chamar pouca dignidade.
É tal a pobreza, que desconhecem que existem outras formas de viver. Não conhecem o conforto de uma casa, de um aconchego, de electricidade, água e sobretudo não têm alimento. A fome é cruel e violenta. Tão violenta, que quase que transforma estes seres humanos em sombras de si mesmo.
Mas provavelmente, só vendo com alguma frequência tais imagens, é que vamos tendo consciência, de tudo aquilo que está para lá de nós. Para lá do nosso umbigo, para lá do horizonte do nosso egoísmo.
Quanto a mim, há dois tipos de pobreza. Embora ambos sejam tristes e graves.
Há a pobreza da qual já referi atrás. Aquela que nos é visível, que nos entra através dos média. E que muitas vezes está mesmo ao lado da nossa casa, ou no nosso local de trabalho, basta sabermos observar. É uma “doença” gravíssima, difícil de combater mesmo pelos países mais ricos.
A outra pobreza, é a pobreza de espírito de coração. Esta não há pão nem sopa que a alimente.
E cada vez mais acredito que a pobreza material só existe, porque a pobreza de espírito nasceu primeiro.
E para não me alargar mais, faço uma pequena ponte entre a pobreza e a discriminação sociocultural.
Quando discriminamos, quando pomos de parte, quando “rotulamos” alguém, somos sem duvida duma profunda POBREZA DE ESPIRITO.

29/10/2010

Morte ou estado de alma...







Só pensamos na vida, quando nos cruzamos com a morte. E, nunca pensamos na morte durante a nossa vida.
Nascemos, crescemos, vivemos para o ter. Ter estudos, ter emprego, ter casa, ter mais…
Vivemos muitas vezes para o consumir e “consumir” quem nos rodeia.
Passamos grande parte da vida a falar sem dizer o mais importante. Passamos a vida a olhar e… se nos perguntarem a cor dos olhos de quem connosco convive no dia-a-dia, não sabemos.
Falamos muito de coisas, que não se tocam, mas sentem-se. Como o amor, a saudade, a amizade. E porque não também, a morte?
Mas quando sabemos da morte de alguém querido – choramos.
E choramos porquê?
O que é a morte, senão a mais real das certezas, por muito que a perca nos magoe?
A morte somos nós mesmo, quando não sabemos respeitar a dignidade de cada um.
Ai, quantas vezes matamos e somos mortos.
A morte é uma perda física, mas acima de tudo é um ciclo que se encerra na vida de cada um. É um recolher de memórias que foram vividas, sentidas e partilhadas. É proteger cada sorriso dado, cada lágrima, cada olhar, cada palavra. É o guardar momentos e perfumes.
Eu, sinto a morte como uma componente da vida. Não há vida sem morte, e só há morte porque existe vida.
A cada pessoa que fisicamente perco… guardo a cor dos olhos, os sentimentos em mim provocados e tudo o que com ela aprendi.
Não somos fisicamente eternos, nem insubstituíveis.
A morte não me assusta, assusta-me sim perder a capacidade de saber viver!

28/10/2010

Velhice




Quantas vezes vêm à minha memória, as sábias palavras da minha bisavó: “Velhos são os trapos!”.
E admito, que esta frase ajudou-me a ver a velhice dos outros de uma outra forma; e ajudou-me sobretudo a reflectir na minha própria velhice.
Todos sabemos que a velhice atira-nos para a tonalidade do cinzento, infelizmente pelos motivos menos agradáveis que se ouve e vê, mas não deveria de todo ser assim.
Ao contrário de todas as situações tristes que sabemos existir, quando da fase da velhice, eu quero escrever sobre o lado bom da mesma.

A velhice é a altura da tranquilidade, do sentimento de missão cumprida, de se sentir de bem com a vida e consigo mesmo.
É uma doce senhora, sentada à lareira a contar as suas histórias e vivências…
A velhice é uma árvore forte, que ganhou maturidade com as intempéries da vida, e mantêm-se de pé para proteger quem a sua sombra procura.
É a resistência, e a experiência de vida…
A velhice é a doçura dum olhar, e a autoridade para chamar a atenção.
Ser velho é sim, deixar de viver, quando as circunstâncias da vida são adversas.
E para que nunca ficarmos velhos … temos que ter a sadia consciência que todos os dias envelhecemos um pouco.

13/10/2010

Caminhar ao ritmo dos 5%





Não posso…
É que a lata de alguns professor é tanta que até me provoca vontade rir. Rir à gargalhada, e depois desatar a chorar…
Hoje no último bloco de aulas da tarde, uma senhora professora (loira por sinal e em todos os sentidos), ao subir as escadas do pavilhão deixa sair este infeliz comentário, (infeliz, quanto a mim, claro): Ando desmotivada, vão retirar-me 5% do ordenado, logo vou andar e dar aulas 5% mais de vagar.
Eu sorri (com o meu sorrisinho amarelo, e com uma vontade de lhe dizer das boas …), e apenas lhe disse, imagine a senhora se o seu salário não chegasse aos 500€, a que velocidade andava a senhora, parada???
De resposta pronta na ponta da língua disse-me: Ninguém ganha menos de 500 €.

Bem, pelos visto, tenho que rever a minha velocidade quando tiver que prestar os meus serviços a esta senhora…

Enfim, até lhes fica mal, (professores e restantes portadores de abastados ordenados) pronunciarem este tipo de comentário em via pública…