11/09/2011

Mote: Temos que Provocar!

Este ano o mote é: Temos que provocar!
(vejam como estive atenta ao discurso do director… ahahah )
Provocar, implica desafiar, estimular, despertar, fomentar …
Eu acredito que também temos que provocar, estimular, fomentar e desafiar todos aqueles com quem trabalhamos diariamente a conhecermo-nos um pouco melhor. Não basta saber o nome de cada um (algo que por vezes nos escapa, ups), ou se trabalha no andar de cima ou nas traseiras, se é chefe ou chefiado, se ensina ou é ensinado. Conhecer implica muito mais que estar junto todos os dias. É preciso conversar, trocar ideias, cambiar opiniões, entre outras coisas. No entanto, por vezes o tempo é inimigo do convívio, da partilha, do desafio do conhecimento… mas podemos sempre dar uma mãozinha e ajudar , se a vontade de conhecer o nosso colega do lado for verdadeira.
Assim sendo, deixo-vos esta foto.
Pois é… este trabalho em madeira é uma réplica de um desenho do Mestre Augusto Gomes.
Para quem não conhece, Mestre Augusto Gomes Pintor português, nasceu em 1910, em Matosinhos, e morreu em 1976, na mesma cidade. Formou-se em pintura na Escola de Belas-Artes do Porto com a classificação final de vinte valores. Foi professor em algumas escolas industriais e na Escola de Belas-Artes do Porto. E entre muitas outras coisas interessantes da sua vida e da sua personalidade, deu muitos aos após a sua morte, o seu nome á “minha/nossa” escola.
Gostava que através desta simples foto, tomassem conhecimento, que neste local de trabalho (para além da arte que se aperfeiçoa, com as técnicas dadas nas aulas ), há muita gente com arte e talento nas mãos. Um belo exemplo é sem dúvida o Senhor Augusto.
A ele, e a quem tem muito mais talentos encobertos, um grande bem haja.







P.S. Este texto faz mais sentido, para que tiver participado na reunião de ínico de ano lectivo, e para quem fizer parte desta comunidade escolar!





29/07/2011


E num ápice se passou o mês de Julho. Foi um mês divertido, entre visitas á parte histórica de Portugal, tal como visitas às belíssimas paisagens naturais que temos.
Num país “dito” de pequeno, encontramos uma colossal variedade de micro culturas, e formas de estar. Todos elas com os seus encantos, e mistérios.
Mas vou só fazer um pequeno apontamento a uma Aldeia reconstruída no âmago da Serra Penada Gerês. Chama-se Aldeia de Brufe, e fica situada na margem direita da albufeira de Vilarinho das Furnas a noroeste de Campo do Gerês .

Mas há quem lhe dê um toque pessoal, e o pronuncie assim: Brufffeeeee, (agora tentem pronunciar assim…).
É uma pequena aldeia (até parece a música do outro…), que foi recuperada, e está linda de morrer. Pena que para além de não ter nada à sua volta, fica muito distanciada dos centros mais populacionais, (Lindoso e Ponte da Barca) e só lá moram meia “duzinha “ de habitantes, o que de certa forma se concebe. Está embelezada com vários característicos e pitorescos celeiros , os chamados: Espigueiros.
Até encontramos lá a “nossa” casa de férias ...
Encontramos tanque tradicionais, onde noutra altura se lavava a roupa e era posta a corar.
Encontramos, algo genuíno, uma sentida homenagem ao ENDIREITA, lá da terra!
E como seria de esperar, trouxemos connosco a prova que lá, em Brufe, ainda existe vida…ahahah

Aproveitem um fim de semana, e visitem o Alto Minho. Vale a pena e é relaxante. E sem dúvida que aprendem muito sobre o nosso dito pequeno país: Portugal!
Almocem no ABOCANHADO, em Brufe.

28/07/2011

Porto


Um rio Douro, para namorar e passear...


... uma cidade com muito para reencontar.

17/06/2011

Fome de dar ou de receber??



Eu não vou mencionar o número exacto, porque iam ficar boquiabertos…
Mas sim, hoje foram deitadas ao LIXO, “n” refeições intactas!
Sim, refeições completas (sopa, prato de carne, pão, fruta) …
Isto passa-se diariamente em várias cantinas públicas e privadas, cozinhas de restaurantes ou mesmo em bufetes. Mas hoje foi aqui, aqui mesmo onde passo oito horas do meu dia!
E vocês perguntam: E ... ??
E, e penso que quem imagina as leis/normas, quem as outorgas na assembleia, e quem as faz por em prática nunca devem ter passado nem por um só momento na vida FOME, NECESSIDADE DE COMER!
É triste e faz-nos pensar (pelo menos a mim, e a outros tantos), que num local onde temos o cuidado de não ter ninguém em cuidados, hoje... Hoje tenha-se negado comer a um colega… e deitaram-se refeições fora.
Num estabelecimento onde se recicla, onde se inova, onde se prepara o futuro… nega-se e rejeita-se o pão de cada dia!
Mas não vale a pena andar a escrever, ou a comentar, vale é a pena juntarmo-nos aquém de direito e ir em frente, e denunciar.
Que crise é maior, que a da falta de solidariedade?
Que lei é mais forte que a de deixar morrer alguém á fome?
Que governo é mais maioritário, se deixa que nos seus organismo se deite comida ao lixo??
É por causa das normas??
Ah ah ah … quem é que nunca brotou as regras? Quem é que nunca surripiou uma maçã??
Deixem-se de lei, decretos e artigos e ponham o olhar no mundo real…
Porque pode não haver fome em papel, mas ela é mais real que a realidade!

12/06/2011

Da Fé à Politiquice...


Engane-se quem se julga senhor de si próprio, e fruto apenas de um a boa noite de amor.
Somos sim, fruto de uma herança deixada por todos aqueles de directa ou indirectamente cruzaram o nosso caminho. Quer geneticamente, quer culturalmente, quer das mais variadas formas. Somos um povo cheio de costumes, de História (uma grande, velha e bonita História), e repletos de tradições.
E por falar em tradições… hoje tenho que escrever sobre algo bem matosinhense, bem histórico, tradicional e religioso, MAS que com o passar dos anos começa a ser (e que me desculpe o mais puritano dos cristãos) um desfile de politiquices e vaidades.
Sou católica, no entanto não concordo com procissões, nem anjinhos a desfilarem, tipo : quem mais anjinho se parece! Odeio este “carnaval” pseudo-cristão.
No entanto, acredito que se deva continuar com esta procissão secular, que é a do Senhor de Matosinhos (procissão, que só saía à rua quando havia no país ou no mundo algo muito forte que assim o justificasse. Assim como foi a quando do Grande Naufrágio de 1947, http://caxinas-a-freguesia.blogs.sapo.pt/152749.html ). Se é uma TRADIÇÃO acho bem, que se mantenha, MAS COM DIGNIDADE.
Que deixem de parte um presidente da câmara que se desfaz em sorrisos, cortejando tudo e todos, para angariar votos, (cinismo e vaidade, é o que é…). Deixem de parte as confrarias gastronómicas, que nada têm a ver com o momento, e sobretudo … digam ao senhor Prior, sendo ele um representante de Deus na procissão, deveria segurar ele o ostensório com o respeito que lhe confere. E não segurá-lo como quem leva um repolho na mão, e com um sorriso como quem vai para uma festa… Porque em verdade, temos sim que respeitar a Fé, daquelas pessoas que se deslocam de bem longe, para assistir e fazer parte desta procissão.
Enfim, a tradição já não é o que era…



Bom, no fundo e à margem disto, aconselho vivamente a assistir a uma peça de teatro, para descontrair.
SICRANO DE BERGERAC, encontra-se em cena no Teatro Municipal Constantino Nery até ao próximo dis 19 deste mês. É um texto adaptado da Obra: “Cyrano de Bergerac” de Edmond Rostand.

01/06/2011

Já se sabe quem é o Pai da Criança...

Há pelo menos uma pessoa que já sabe, quem é o pai da criança!

Chamei-lhe cómico, mas na verdade é mais para o preocupante…
Uma criança com os seus 12 anos de idade, numa determinada grande superfície (uma das do ti Miro), pede ajuda a uma funcionária.
Esta corresponde prontamente, à ajuda solicitada, perguntando à criança se a quer acompanhar até à respectiva secção.
Após esclarecer a criança, e regressar à sua secção… eis que: um indivíduo lhe bateu no ombro e com má educação, ameaçou-a de chamar a PSP, porque ela tinha raptado a sua criança. Acrescentou ainda que antes de atender a criança (função para a qual é paga), devia ter-se informado primeiro do paradeiro e quem seria o pai (neste caso, ele).
A situação foi “contornada” pela positiva, uma vez que a educação e a formação da funcionária foi em tudo superior à do pai da criança.
Com o resumo desta história verídica, quero apenas deixar uma questão no ar:
A quem cabe a função de tomar conta das crianças, especificamente, nesta situação?
Quanto a mim, cada vez mais, convencida que até nesta pequenas coisas a família demite-se da responsabilidade…
Enfim…

29/05/2011

Tarde histórica/cultural





Ontem, convidaram o meu irmão mais novo, embora eu não tenha outro, a assistir a uma palestra sobre as “Gentes e História da minha Terra”.
Como não se recusa um convite destes, e como não se deve um irmão mais novo andar sozinho… lá fomos nós.
Entramos, e … Ahhh, parecia um Club de Geriatria… só juventude com mais de 59 anos…
Olhamos um para o outro, sorrimos e lá nos sentamos. Eram sensivelmente 15:30 da tarde.
Após a abertura das hostes, o Eng. Taveira começou a passar um PowerPoint com imagens datadas dos primórdios deste, inicialmente lugarejo. Foi sem dúvida uma aula de história, quer nacional quer local. Se bem que ambas se misturam por essas inúmeras batatas travadas contra Mouros e Troianos.
A sala encheu-se de “oh!”, “xi á quanto tempo…”, “era assim no tempo da minha bisavó”…
Ficamos a saber e de certa forma “babadinhos” de orgulho, que as naus dos descobrimentos foram feitas por cá, e muitos dos nossos homens foram por esse mundo além. E que em Roma, no tempo em que eles ainda mandavam por cá, o melhor “GARUM”, era confeccionado cá e enviados para Roma… (já fui ver o que era, e mete um pouco de … )

Descobrimos que o Sá das Galés, foi um grande Homem, que ajudou na luta para que Portugal não fosse dado, como sendo uma continuidade espanhola, (coisa que hoje em dia, não sei se não será uma futura realidade…), e que ao contrario do que nos foi ensinado, Cristóvão Colombo era Português, tinha uma costela nortenha e foi feito numa bela noite de amor, (foi uma noite em que sua mãe, jantou fora…).
E muito mais haveria para partilhar, mas como ainda tenho o cóccix adormecido, devido ás três horas e meia de palestra, sem uma interrupção, fico-me por aqui.
No entanto quero dizer que, para além de tantas horas sentada, tanto cheiro a naftalina, e bocejos das velhinhas, foi uma tarde cultural interessante e de basta aprendizagem.
Que hajam muitos Engs. Taveiras por todas estas nossas terras portuguesas, pois por mais que estejamos convencidos que conhecemos a terra onde nascemos e vivemos, há sempre algo a descobrir… não é meu irmão?
Por falar nisso, sabes onde ficam e o que são as Caninhas Verdes?