24/02/2011

Violência nas escolas, escrita de outra forma...


















Entrar com o olhar preso ao chão,
Sem demonstrar qualquer emoção,
É violência!
Seguir em frente,
Como se só eu existisse,
É violência!
Ter o meu mundo,
Encerrado dentro da minha mochila,
Só por questões de egoísmo,
É violência!
Conhecer uma infelicidade,
E continuar a viver uma falsa ignorância…
É violência!
Não respeitar,
Passar o dia a implicar,
É violência!
Mas…
Se eu partilho,
Se sei brincar,
Se dou o meu sorriso
E sei onde parar,
Se sou desprovido de arrogância,
Então sou uma pessoa LIVRE,
E tenho em PAZ a minha consciência!

18/02/2011

Mafu



Não sou, e penso que nunca serei uma pessoa paciente. No entanto controlo-me ao máximo, para que as minhas descargas de humor não recaiam sobre quem nada tem a ver com isso. Mas … há sempre uma melga que se atravessa no meu horizonte, zetzetzetzet e pimba, bate mesmo contra o meu nariz.
Claro está que não sei da minha presença do mesmo modo altivo, igual ao qual chegou…
Todavia, acho que estas melgas, gostam de me provocar… sentem prazer em esticar a minha débil paciência ao extremo do meu ser…
Gostam de me ver arreliada e quase a trepar pelas paredes.
A ficar roxa de nervos, e a espirrar canivetes.
A responder torto, e a fazer cara de mau feitio…
Um dia dá raia, ai dá dá … já esteve mais longe.
Não há quem aguente moscas, melgas e mosquitos… nem mesmo Mafu … (deve ser um termo latim, para mata insectos e chatos a caminho de Valongo)…
Eu sei que isto parece uma conversa de malucos e sem sentido, mas sem sentido até pode parecer, mas de malucos … !

13/02/2011

Coimbra tem mais encanto...


Hoje vou convidar-vos a passear “connosco” por Coimbra.

Tínhamos apenas cerca de 4 horas para visitar Coimbra. E como “cuscas” que somos toca a deixar o carro (para variar, numa descida íngreme)(ou subida arrepiante…) e toca a ir á descoberta.

Pagamos 1.50€ só para andar, 5 segundos de funicular … um roubo!! Mas valeu a pena…

A vista sobre a cidade é linda e o tempo ajuda a dar brilho á mesma.

Corremos rua e ruelas, vimos Republicas e Pensões manhosas… fotografamos tudo que podíamos ou não...

Rimos, criticamos (nada que seja dos nossos feitios), procuramos e descobrimos. Fiquei admirada com o número de turistas galegos que nos visita…

E… finalmente vi a tão famosa CABRA!! Sim a torre da mais velha Universidade do país. Reconheço que nos folgou saber que estão a investir na manutenção desta e em obras de restaura. Haja quem trate do património…

Passeamos nas margens do Mondego… pena que por pouco tempo. E para meu espanto, em Coimbra também há quem fale sozinho ao ver as belas formas das mulheres do Norte… mai nada!!!

Bem, mas sair de algum lado ou ir a algum sitio sem peripécias não é normal…

Mal entrei no WC do primeiro café … AHHHH, fiquei boquiaberta … não é que a sanita estava destacada numa plataforma?!?!?! Pois bem, é caso para dizer que quem lá ia, …. de alto!!!

Bem, quanto a mim foi uma sensação esquisita e assustadora… (embora não vos diga porquê…)

É assim, boa gente. Quando a companhia é a melhor, qualquer local é interessante.

Volto a repetir, visitem o nosso País, há sempre algo a descobrir e para divertir.

08/12/2010

Prós & Contras












Segunda-feira, é obrigatório sentar e ver o “Prós e Contras”!

Seja qual for o tema, sei que vou gostar e sei que vou aprender algo. Sei também que vai ser um serão para aumentar a minha cultura geral e enriquecer-me como pessoa.

Os temas e os convidados escolhidos, a forma como é conduzido o programa, a linguagem simples que nos chega com tanta facilidade e lucidez, faz deste programa da RTP1, quanto a mim na minha modesta opinião, o melhor de todos os programas deste género.

É um programa transparente, com um objectivo sempre atingido.

Quanto mim, consegue “mexer” com o melhor de cada cidadão: sentimentos, cidadania, e senso comum.

Não posso deixar de salientar, que a presença marcante de Fátima Campos Ferreira, faz a diferença. Não só pela sua presença bem-disposta e sentido de intervenção. Como pelo seu bom humor. É sem duvida uma senhora de garra e de uma brilhante personalidade, com um exemplar profissionalismo e isenção.

Para terminar, quero apenas dizer que de todos os programas mais recentes, houve dois que me marcaram. Um pela parte sentimental (Tema: Testamento Vitae), o outro pelas experiências de vida que nos foram apresentadas pelos convidados (Tema: Cidadania, no dia 06-12-2010). Desde já um beijinho especial á Filipa!

Desejo que este programa continue por muitos mais anos, que nos transmita sempre algo, como até á data. E acima de tudo que continue a falar do nosso PORTUGAL, “doente” ou com saúde.

20/11/2010

Canudos...





















De que vale ter um canudo, se não conseguimos ver Braga?!

Imagino, as voltas que já deram a essa cabecinha menos pensadora… mas posso tentar explicar.

Sempre ouvi dizer que devia tirar um curso superior (ter um canudo); que era uma mais-valia; que não sei o quê que não sei que mais…

Se por um lado até concordo, por outro fico-me pelas dúvidas.

Ora vejamos: se há pessoas que exercem em pleno o curso, que põem em prática tudo que lhes foi ensinado e conseguem partilhar e ensinar esses mesmos ensinamentos a terceiros, e ainda vão mais á frente apreendendo e evoluindo; outras há que o curso ou o “canudo” só lhes serve para arranjar emprego. Tendo em conta que não sabem fazer o seu trabalho, ou não sabem fazer aquilo a que se propõe.

Por vezes menosprezam os ditos mais pequenos, ou porque são mais novos, ou porque não têm as ditas habilitações superiores, ou até porque lhe parece estranho ou mesmo alguém menos letrado ser inteligente.

Pois bem, mas com certeza que têm experiência profissional e algum tacto. Sim, porque em tudo na vida é preciso algum tacto, algum saber observar e saber contornar situações, e felizmente isso não se aprende nos livros ou nas grandes faculdades.

Admito que posso parecer um pouco tendenciosa, mas na verdade este texto nasce porque ao longo da vida fui-me deparando com estas situações de deitar a baixo o aparentemente mais fraco, quando na verdade sem ele o “senhor doutor”, o “senhor engenheiro”, o “senhor gerente”, a “senhora professora”, o “senhor advogado” não conseguem passar.

Moral da história, que se aproveitem os “canudos” para se poder ver mais longe, e os que não os têm, tenham pelo menos a noção do seu valor enquanto seres humanos e profissionais.

17/11/2010

Discriminação Religiosa















Discriminação Religiosa!

Até aquele que se diz agnóstico ou mesmo ateu, em algum momento da sua vida diz: “Graças a Deus” ou “Valha-me Deus”.

Mas … agora levanta-se uma questão: Quem é Deus?

Bem, pode e há mais de mil designações para Ele. Mas uma coisa é certa nunca ninguém o viu ou já?

Seja Deus Cristão, Allah , Jeová ou Protestante, somos livres para escolher aquele que melhor nos serve e o que melhor podemos servir. Somos livres para escolher e acreditar Naquele que mais feliz nos torna, e somos também livres de defender o Deus que melhor opera em nós, a capacidade de ajuda ao próximo.

Eu digo várias vezes , “SOMOS LIVRES”, porque considero ser a melhor e mais democrática forma de se acreditar em ALGO!

No entanto, há algo que me inquieta…

Se Deus se “adapta” a cada um de nós, de forma a O aceitarmos e partilharmos a nossa vida com Ele, porque é que nós Homens criamos guerras religiosas (ditas Guerras Santas, quanto a mim que me perdoe quem de direito, mas de santas nada têm), matamos e discriminamos só porque o Deus do vizinho não é do mesmo club que eu… (desculpem-me a expressão)!?

Teremos moral para poder discriminar?

Que tem o nosso Deus de melhor que o Deus do meu vizinho?

Pois bem, no minha humilde opinião, quando discriminamos, e seja lá qual for o tipo de discriminação, é porque consciente ou inconscientemente, nos consideramos mais fracos que o outro.

Ora vejamos: Se nos sentimos em alguns momentos mais fortes, (neste caso em relação à nossa crença), tentamos trazer a bem para junto de nós, quem acredita diferente. Argumentamos, para poder provar por A mais B que somos melhores.

Se nos sentimos menos que o outro, ESTUPIDAMENTE, ignoramos; discriminamos; somos cruéis com os outros, apenas e só para tentar (e mais uma vez estupidamente), não demonstrar a nossa falta de argumentos, a nossa falta de inteligência, a nossa falta de FÉ!.

12/11/2010

Pobreza e discriminação sociocultural


Diariamente somos confrontados com imagens tristes, de adultos e crianças que vivem para lá do limite que se pode chamar pouca dignidade.
É tal a pobreza, que desconhecem que existem outras formas de viver. Não conhecem o conforto de uma casa, de um aconchego, de electricidade, água e sobretudo não têm alimento. A fome é cruel e violenta. Tão violenta, que quase que transforma estes seres humanos em sombras de si mesmo.
Mas provavelmente, só vendo com alguma frequência tais imagens, é que vamos tendo consciência, de tudo aquilo que está para lá de nós. Para lá do nosso umbigo, para lá do horizonte do nosso egoísmo.
Quanto a mim, há dois tipos de pobreza. Embora ambos sejam tristes e graves.
Há a pobreza da qual já referi atrás. Aquela que nos é visível, que nos entra através dos média. E que muitas vezes está mesmo ao lado da nossa casa, ou no nosso local de trabalho, basta sabermos observar. É uma “doença” gravíssima, difícil de combater mesmo pelos países mais ricos.
A outra pobreza, é a pobreza de espírito de coração. Esta não há pão nem sopa que a alimente.
E cada vez mais acredito que a pobreza material só existe, porque a pobreza de espírito nasceu primeiro.
E para não me alargar mais, faço uma pequena ponte entre a pobreza e a discriminação sociocultural.
Quando discriminamos, quando pomos de parte, quando “rotulamos” alguém, somos sem duvida duma profunda POBREZA DE ESPIRITO.